ETED em Gramado: evangelismo em meio às luzes do cinema
Enquanto o Festival de Cinema de Gramado enchia as ruas da cidade serrana de holofotes, tapetes vermelhos e visitantes de todo o Brasil, um grupo bem diferente também marcava presença por lá: alunos e obreiros da ETED de JOCUM Caxias do Sul, ao lado de outras bases da JOCUM Brasil e igrejas da região, saíram às ruas para um impacto evangelístico durante o evento.
A rotina da semana foi intensa. Pela manhã, aulas de Evangelismo — teoria, princípios e, principalmente, sensibilidade à voz do Espírito Santo. À tarde, a prática: ir até o festival e viver, na rua, tudo o que tinha sido ensinado horas antes. Conversas, bombons, panfletos, cartões e, sobretudo, momentos de oração e escuta marcaram as abordagens do grupo. Foi, nas palavras de um dos alunos, “uma semana cansativa fisicamente, mas muito rica em aprendizados e experiências com Deus“.
Evangelizar é criar conexão, não empurrar um discurso
Um dos aprendizados mais marcantes da turma foi entender que evangelismo vai muito além de simplesmente abordar alguém e falar sobre Jesus. Por trás de cada pessoa há uma história, um contexto — e o papel do grupo era, antes de tudo, ouvir e permitir que o Espírito Santo conduzisse cada conversa.
Também ficou claro para os alunos que a obediência não depende do sentimento do momento. Houve instantes em que faltava vontade ou coragem para se aproximar de um estranho, mas o grupo aprendeu a dar o primeiro passo mesmo assim, confiando que Deus faria o restante. Como resumiu um dos estudantes: “não preciso carregar o peso de achar que preciso transformar a vida de alguém; preciso apenas ser disponível e obediente“.
Inseguranças, obediência e um momento marcante
Nem tudo foi fácil. Em meio à movimentação do festival, vencer a própria insegurança para abordar desconhecidos foi um dos maiores desafios da semana — afinal, muitas pessoas estavam com pressa ou pouco interessadas em parar para conversar, o que facilmente poderia gerar uma sensação de rejeição.
Um episódio em especial ficou marcado para um dos alunos: em meio à entrega de bombons, ao sentir-se pesado por não experimentar nenhuma emoção especial naquele instante, uma conversa com colegas trouxe uma palavra clara sobre o momento. “Senti Deus ministrando ao meu coração que eu não precisava esperar sentir alguma coisa para obedecer. Eu poderia simplesmente fazer aquilo que Ele estava me direcionando a fazer e confiar que Ele trabalharia em mim e através de mim“, contou.
Reações diferentes, um mesmo chamado
Em um ambiente tão diverso quanto o de um festival de cinema, as reações do público também variaram bastante. Algumas pessoas se mostraram curiosas e abertas para conversar; outras aceitaram bombons ou materiais sem muita conversa; e houve quem preferisse simplesmente seguir seu caminho. Para o grupo, isso também fez parte do aprendizado — evangelizar é entender que nem todo mundo vai responder da mesma forma.
Ainda assim, não faltaram conversas significativas: pessoas dispostas a compartilhar um pouco de sua própria história, outras que permitiram ser abençoadas em oração. Muitas vezes, uma abordagem simples abriu espaço para diálogos muito mais profundos do que o esperado.
A semana em Gramado deixou uma lição clara para os alunos da ETED: o papel do grupo não é controlar a reação das pessoas, mas ser fiel naquilo a que Deus chama. Planta-se a semente; quem trabalha no coração é Deus. Levar Jesus para um ambiente onde talvez ninguém esperasse encontrá-Lo — e fazer isso de forma simples, respeitosa e verdadeira — foi, no fim, o maior aprendizado dessa semana de impacto.