De terça (08/09) a quinta (10/09), a base JOCUM Caxias do Sul foi ao Go Legacy SUL em Piraquara, no estado do Paraná; mais que um evento, foram três dias de uma mesma ideia se aprofundando: Tudo o que recebemos vem de Deus, e é justamente essa dependência que nos sustenta. Junto a Jim Stier (Curitiba, Paraná), Lauré Santana (Curitiba, Paraná), Eunice Barcellos (Gravataí, Rio Grande do Sul) e Fabiano Antunes (Florianópolis, Santa Catarina), contando com a presença das 17 bases da região sul do Brasil.
Tudo começou pela gratidão — pelas riquezas que Deus nos dá como JOCUM, pela certeza de que aprendemos por meio d’Ele e somos guiados pelo Espírito Santo. Dessa raiz nasceu o que Fabiano chamou de nossa maior virtude: “a falta de tudo é o que te torna mais dependente de Deus.” Não por acaso, foi essa a frase que mais alunos da nossa base carregaram consigo — porque depender d’Ele não é fraqueza, é o próprio caminho.
E é aí que descansar faz sentido. Lauré Santana lembrou que “nós não fazemos a obra de Deus, Deus realiza a Sua própria obra através de nós” — uma palavra que consolou quem, como muitos entre nós, lutava sozinho com a dificuldade de confiar, sem saber que outros líderes já haviam enfrentado a mesma luta.
Dessa confiança nasce a visão. Foi isso que os próprios alunos e obreiros trouxeram ao relembrar a comparação entre “visão de galinha e visão de águia”, usada para falar da diferença de cosmovisão sobre a missão da JOCUM. Jim Stier falou de ondas que não pertencem a um homem: “esta visão é multigeracional, não é uma visão de Loren, é uma visão de Deus na qual Ele convidou Loren a participar (…) nós não preparamos tronos, nós preparamos plataformas para os jovens irem além.”
O que ele via para o Brasil era uma onda maior — e o que Deus vê para nós, nesta geração, é uma onda ainda maior do que a que ele viu lá atrás. E Fabiano deixou o convite direto para vivê-la:
“não parem de criar coisas novas — vão mais longe, realizem coisas que Deus quer realizar através de vocês.”
Se a visão é maior que uma vida, o legado também é.
Não é herança que se reivindica, como o filho pródigo — é relacionamento com a Fonte e com quem veio antes. E esse relacionamento tem um nome: glória. Jim Stier trouxe os cinco temas da oração sacerdotal de Jesus em João 17 — glória, santificação pela palavra, união, amor e alcançar o mundo — lembrando que devemos transmitir a glória de Deus, e que nada que façamos ou sejamos como humanos pode transmitir isso, a não ser por meio d’Ele mesmo.
Uma das alunas da nossa base destacou justamente esse ponto: quanto mais Jesus precisou pedir ao Pai que o glorificasse para poder glorificá-lo, mais nós também precisamos pedir. Como reforçado em 2 Coríntios 3:18, se Ele não nos glorifica, não temos glória para oferecer ao mundo — são as virtudes de Deus que mudam nosso coração e nosso pensar, e isso só vem do Seu Espírito.
No fechamento, na noite de quinta, o convite foi claro: precisamos de um lugar onde a glória de Deus possa se mostrar. Ali Jesus nos fala de sermos um povo santificado, que se alimenta do pão que enche a alma e dá alegria e paz para realizar as tarefas mais pesadas ao redor do mundo.
Foram retomados os temas de João 17 e também foi falado sobre a “fofoca” como forma de rebaixar os outros para nos sentirmos melhores, por causa de inseguranças — e que, ao fazer isso, nos tornamos porta-vozes de Satanás, acusando os outros pelo que fazem ou fizeram. Em contraste, o chamado foi para abraçar a identidade que Deus nos deu desde o ventre da nossa mãe, sem querer ser como os outros ou ocupar os ministérios de outros. A unidade entre irmãos em Cristo — unidos pelo mesmo Espírito que habita em cada um de nós, filhos de Deus.
Foi lembrada com a citação de Efésios 1:9-10, e com a certeza de que o mundo vai crer no Messias quando vir essa unidade da igreja.
Foram três dias que não terminaram em uma emoção passageira, mas numa convocação: viver como povo santificado, unido, entregue à Fonte de onde vem tudo.
Como ficou dito no encerramento do Go Legacy SUL: